quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Uma feminista contra Brian Adams:

 

Recentemente eu postei o vídeo acima no facebook. É o video-clipe da música "Have You Ever Really Loved a Woman?", do cantor e compositor Brian Adams, que foi tema do filme Dom Juan de Marco, estrelado por Johnny Depp e Marlon Brando. Tendo sido interrogado por uma amiga feminista sobre os motivos que me levaram a postar esse material no facebook, fui extremamente sincero e atencioso ao respondê-la: ao fazê-lo, não pretendi manifestar nenhum repúdio ao sexo feminino, nem tampouco levantar nenhuma bandadeira política. Mas ela insistiu no inquérito na tentativa de extrair a "verdade sobre os fatos". Julgou-me um machista egocêntrico, e responsabilizou-me pelo que chama de "ditadura do falo". Por fim, pediu para que eu publicasse sua análise sobre a música em questão no blog, pedido que atendo com prestatividade. Sendo assim, posto a seguir a resposta da feminista em questão - que preferiu manter-se no anonimato, e respeitosamente atendo a seu pedido. À letra traduzida para o português, seguir-se-à os comentarios dela, sempre clara e objetiva.

"Você Realmente Já Amou Uma Mulher?"

Comentário: A pergunta só pode ser mesmo retórica, já que responde a si mesma, dada a obviedade dos fatos: os homens são seres insensíveis, que pela sua própria natureza desconhecem o significado de tal verbo. Amar é um verbo inconjugável pelos homens, seres desprezíveis que só souberam humilhar as mulheres ao longo dos séculos, se agarrando à patética moral judaico-cristã, essa doença humilhante e escravista, e o discurso do senhor Brian comprova minha tese:

"Para realmente amar uma mulher, para compreendê-la
Você precisa conhecê-la profundamente por dentro
Ouvir cada pensamento, ver cada sonho"
 
Prega o dito popular, que "nem Freud explica as mulheres", o que é coerente e, apesar de tudo, perdoável: Freud pode ter sido um gênio, mas ainda assim, foi apenas um homem, nada mais. Não exijamos o que essa raça não pode dar: compreensão. Mas se nem mesmo um gênio pôde compreender as mulheres, o que dirá de ti, pobre Brian! Esqueça: não tente compreender o que está para além de qualquer possibilidade de compreensão. No mais, "ver cada pensamento, cada sonho"? É você uma espécie de oráculo ou coisa do tipo?
 
"E dar-lhe asas quando ela quiser voar
Então, quando você se achar repousando
Desamparado nos braços dela
Você saberá que realmente ama uma mulher..."
 
Notamos ai um Brian atencioso, fiel e constante, que declara seu desejo de libertar a mulher. Ele promete presenteá-la com "asas quando ela quiser voar". Mas o que fica subentendido àquelas que como eu conseguimos ler nas entrelinhas, é que toda essa melação - típica da hipocrisia machista - esconde os verdadeiros intentos do eu-lírico: aprisionar sua mulher, condená-la à escravidão do casamento, acorrentá-la à prisão da família, dos "bons costumes", e de toda a mentira vendida para as mulheres ao longo de dois milênios de cultura judaico-cristã patriarcal! Vocês duvidam de mim?! Duvidam?! Pois acompanhem meu raciocínio:

Refrão:
 
"Quando você ama uma mulher
Você lhe diz que ela, realmente, é desejada
Quando você ama uma mulher
Você lhe diz que ela é a única
Pois ela precisa de alguém
Para dizer-lhe que vai durar para sempre.
Então diga-me: você realmente, realmente
Realmente já amou uma mulher?"

Chegamos enfim ao refrão da música. É nesse momento que temos a ideia fundamental da música: observamos aqui que o senhor Brian Adams, tal como lobo em pele de cordeiro, atrai a fêmea para o cativeiro, sem se importar com seus sentimentos, numa atitude digna de um tirano. Ele afirma que o verdadeiro amor consiste em realmente desejar a mulher como se ela fosse a única, dizendo pra ela que é a única: mas qual é o fim objetivado por estes meios? Estrategicamente frisei os versos que dizem "Pois ela precisa de alguém para dizer-lhe que vai durar para sempre" (sic)! É isso mesmo, vocês não leram errado: essa letra de cunho machista, quer converncer-nos de que a mulher é um sexo frágil, uma presa por excelência, feita somente para o cativeiro vitalício, para a prisão perpétua do casamento e dos "bons" costumes. Mas quem disse que nós mulheres precisamos de um verme machista como o senhor, senhor Brian?! Ora, nós mulheres, já libertas da ditadura do "macho rei", não precisamos de falos dominantes para ditar ordens sobre o que precisamos ou deixamos de precisar senhor Adams! Ponha-se no seu lugar! Mas esse representante da ditadura machista não para por ai, ele ainda continua seu discurso cínico:

"Para realmente amar uma mulher, deixe-a segurar você
Até que você saiba como ela precisa ser tocada
Você precisa respirá-la, realmente saboreá-la
Até que você possa senti-la em seu sangue
E quando você puder ver, seus filhos que ainda não nasceram dentro dos olhos dela
Você saberá que realmente ama uma mulher"

Ao toque da fêmea cativa, responde o macho-rei: deixe-a segurar você até que você (ele) saiba como ela precisa ser tocada. Percebemos aqui uma fúria dominante típica da corja machista: o desejo de controlar totalmente a mulher, como se ela não passasse de um lixo, um mero objeto descartável em suas fétidas mãos que tem a onisciência de um deus soberano sobre o corpo feminino, à medida em que se julga sabedor do correto trato com a vassala. O desejo assassino beira o canibalismo, quando Brian sugere (metaforicamente?) que o homem deve "senti-la em seu sangue".

Esse verso, que chega a quase sugerir um ritual sacrificial onde a mulher serve como escrava aos objetivos crueis do homem, revela sua finalidade desumana nas frases finais da estrofe: 

"(...) quando você puder ver, seus filhos que ainda não nasceram dentro dos olhos dela, você saberá que realmente ama uma mulher"

 Eis então o único motivo desse jogo de controle pelo qual o macho-rei impõe à mulher o papel protagonista na história da humanidade: suportar por 9 longos meses um feto, mesmo indesejado, que depois servirá de prova do delito praticado pelo impiedoso macho que, não obstante, receberá os aplausos da alcateia patriarcal judaico-cristã: "parabéns papai, um lindo filho!" Mas me digam mulheres livres, emancipadas: precisam vocês de se sujeitar à prisão opressora da maternidade? E negar toda uma vida de prazeres carnais - sim, este tesouro antes reservado somente aos homens, e assegurado pela sociedade machista - em nome de um monte de um negócio que ele deixou na sua barriga? Afinal de contas, a barriga é sua ou dele?! Este vil representante da ditadura machista - sim, você mesmo, senhor Brian Adams! - envia um recado muito bem claro aqui à todas nós, mulheres do mundo: "só precisamos de vocês como depósito de porra!" Essa é a verdade nua e crua, verdade lúcida e auto-evidente que nenhum pseudo-romantismo de botique consegue mais esconder. Mas somos livres, lindas e donas de nosso próprio corpo, senhoras de nossa própria razão emancipada, e portanto não mais nos deixamos levar por esse blá-blá-blá machista barato! Ainda assim, o boçal, não contente com sua própria estultícia, continua:


"Você precisa dar-lhe um pouco de confiança
Segurá-la bem apertado, um pouco de ternura
Precisa tratá-la bem
Ela estará perto de você, cuidando bem de você
Você realmente precisa amar uma mulher. Yeah".
 
O senhor Brian Adams ensina nessa estrofe como enganar uma mulher. Prestem atenção e aprendam a não cair mais nessa estória da carochinha: ele recomenda que o algoz lance uma armadilha: "você precisa dar-lhe um pouco de confiança, segurá-la bem apertado, um pouco de ternura" (...) Percebe os indícios de um processo de tortura? O senhor Brian recomenda aos homens que apertem suas mulheres bem apertado, e promete que, agindo assim, "ela estará perto de você [do porco imundo machista!] cuidando bem de você". 
 
Mas já nesse momento não mais nos deixamos levar pelo seu discurso falacioso, senhor Brian, discurso que apela à emoção para anestesiar a razão da mulher emancipada: somos legião! Não perdoamos! Nos vingaremos! Juntas venceremos! Mulheres do mundo: uni-vos!
 
 
 
 
 




































Atenção: Este texto tem um caráter irônico. Se você, ao acompanhar a análise da música, concordou com o discurso totalitário da personagem feminista, sugiro que estude um pouco sobre o mito da opressão feminina e a mentalidade revolucionária. 

Jeferson Torres

Um comentário:

  1. vc não sabe como é para um homem ler tal comentário, logo no fim de um relacionamento com a garota q mais amei em minha vida, pela unica mulher a qual já derramei lagrimas de amor, pois a garota em questão trata quem a ama como opção, e fere os sentimentos como a um animal, então não diga q todos os homens são iguais, pois não somos não, assim como vocês os homens tambem tem sentimentos.

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