Escrever como uma forma de oração. Transpor à letra o ímpeto que jaz latente na alma ardente. Pensamentos que vão e voltam, transformados em signos que colorem a tela branca de faíscas de dúvida. Escrita-ação – Luckács entrega sua caneta ao soldado que lhe acompanha até a prisão: a escrita é uma arma por vezes mortal – e àqueles que desgostam da escola de Frankfurt, cabe também escrever: os jornais: um palco de guerra.
Escrita-vida: traçar caminhos entre os vãos do tempo, correr riscos, saber-se finito: o fim da linha é logo ali. Autobiografar-se, sublinhar-se, e, por fim, apagar-se – restam riscos a serem cogitados pela intuição alheia: rascunho. O tempo-linha, a ação-grafia, o resto, silêncio.
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