sábado, 14 de agosto de 2010

Oficinas de teatro no SESC Londrina:

 

Ator em jogo

Oficina INICIAÇÃO À TRAVESSIA DO ATOR -NARRADOR Experimentos teatrais a partir de material não-dramático Coordenação: Lígia Borges e Roberta Stein (Teatro da Travessia – SP) A oficina propõe ao participante uma aproximação do processo criativo do ator narrador e do trabalho cênico a partir de textos não-dramáticos, ou seja, não criados diretamente para a cena. Mas quem seria esse ator-narrador? Qual a sua particularidade? O ator-narrador, em geral, não se limita à mimese (imitação) dos acontecimentos; ele pode realizar a inserção de comentários, criticas e questionamentos, mostrando seu ponto de vista sobre a cena. Pode lidar com materiais não-dramáticos de fontes diversas e criar imagens que dialoguem com os textos – não necessariamente reafirmando-os. Esse ator pode assumir posturas diversas em relação à história. Pode ser: 1) um narrador onisciente, que conta em 3ª. pessoa e se mantém à parte das situações; 2) pode ser envolvido, narrando, em 1ª. ou 3ª. pessoa, algo como se o tivesse vivido ou presenciado; 3) um narrador-personagem, que transita entre momentos de representação e de narrativa, e entre a interpretação de um papel e a narrativa; 4) ou ainda uma personagem-personagem, que age ou narra sempre mantendo o mesmo ponto de vista sobre a história. Para tanto, nos primeiros encontros serão realizadas experimentações com relatos pessoais dos participantes, de modo a serem conhecidos os assuntos e as formas de narrar que mais lhes interessam. Posteriormente, serão introduzidos referenciais literários diversos – levados por eles próprios e pelas coordenadoras, de modo que ambos os materiais se tornem estrutura das improvisações e cenas narrativas. Público alvo : Artistas, estudantes de Artes Cênicas, Letras, Pedagogia, Professores. Semana Literária SESC PR Oficina: Iniciação à travessia do ator narrador Ligia Borges e Roberta Stein (SP) 14, 15 e 16 de setembro - 14h às 18h Salão Social - SESC Londrina Inscrições gratis - vagas limitadas enviar carta de interesse e curriculo para: alexandresimioni@sescpr.com.br com assunto: OFICINA ATOR NARRADOR até dia 27 de agosto (quinta-feira) Nesta oficina, compartilhamos com os alunos um pouco da nossa prática na criação do espetáculo "Ele precisa começar", com algumas das ferramentas desenvolvidas em nosso processo criativo, exercícios físicos, jogos teatrais, jogos de percepção, trabalhos com texto, estudo das relações cênicas entre ação e narração, e técnica de improvisação.

Queremos estimular o material de trabalho de cada participante, seus próprios recursos corporais, vocais e imaginativos, buscando abrir vias de acesso para novas abordagens criativas e artísticas.

Ministrante: Alex Cassal, co-diretor do espetáculo

Alex Cassal nasceu em Porto Alegre em 1967, trabalhou nos anos 80 e 90 com os grupos teatrais gaúchos Oi Nóis Aqui Traveiz e Alcatéia. Foi um dos fundadores do Movimento de Grupos de Teatro de Rua de Porto Alegre , no qual contribuiu na busca de novas diretrizes para a arte em espaços públicos.

No Rio de Janeiro desde 1996, atua no território de cruzamento entre dança e teatro, performance e artes visuais , colaborando com artistas como Enrique Diaz, Dani Lima, Gustavo Ciríaco, Denise Stutz, Alice Ripoll e Felipe Rocha.

Em 2002, foi um dos dez artistas brasileiros selecionados para o projeto Dialogue Sessions RJ Springdance , com Thomas Lehmen, Jan Ritsema e Helena Katz. Em 2005, foi um dos realizadores do evento V::E::R - 1º Encontro de Live Art do Rio de Janeiro , na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Foi selecionado pelo Programa Rumos Itaú Cultural Dança 2006/2007 com dois projetos: a coreografia “ Gêmeos” e o videodança “ Jornada ao umbigo do mundo” , já exibido em festivais de cinema ou dança em países como Uruguai, Argentina, Chile, México, Alemanha, Grécia, Espanha, Croácia, Itália e Japão.

Em 2008, foi selecionado para o Programa de Residências Artísticas para Criadores de Iberoamérica e passou três meses no México, coordenando um projeto de pesquisa coreográfica para espaços urbanos. Em 2009, participou dos projetos Estúdios e Cartões de Visita , em Lisboa, promovidos pelo coletivo Mundo Perfeito , do diretor Tiago Rodrigues. Em 2010, colabora com o diretor carioca Enrique Diaz na nova produção do Coletivo Improviso , “Otro”.

Palco Giratório

Oficina: O trabalho do ator e 9 pontos de vista

Alex Cassal

23 e 24 de agosto - 9h às 13h

Sala de Ensaios - SESC Londrina

Inscrições gratis - máximo 15 participantes

enviar carta de interesse e para: alexandresimioni@sescpr.com.br com assunto: OFICINA PALCO GIRATÓRIO

até dia 19 de agosto (quinta-feira)

Oficina

INICIAÇÃO À TRAVESSIA DO ATOR -NARRADOR

Experimentos teatrais a partir de material não-dramático

Coordenação: Lígia Borges e Roberta Stein (Teatro da Travessia – SP)

A oficina propõe ao participante uma aproximação do processo criativo do ator narrador e do trabalho cênico a partir de textos não-dramáticos, ou seja, não criados diretamente para a cena. Mas quem seria esse ator-narrador? Qual a sua particularidade?

O ator-narrador, em geral, não se limita à mimese (imitação) dos acontecimentos; ele pode realizar a inserção de comentários, criticas e questionamentos, mostrando seu ponto de vista sobre a cena. Pode lidar com materiais não-dramáticos de fontes diversas e criar imagens que dialoguem com os textos – não necessariamente reafirmando-os.

Esse ator pode assumir posturas diversas em relação à história. Pode ser: 1) um narrador onisciente, que conta em 3ª. pessoa e se mantém à parte das situações; 2) pode ser envolvido, narrando, em 1ª. ou 3ª. pessoa, algo como se o tivesse vivido ou presenciado; 3) um narrador-personagem, que transita entre momentos de representação e de narrativa, e entre a interpretação de um papel e a narrativa; 4) ou ainda uma personagem-personagem, que age ou narra sempre mantendo o mesmo ponto de vista sobre a história.

Para tanto, nos primeiros encontros serão realizadas experimentações com relatos pessoais dos participantes, de modo a serem conhecidos os assuntos e as formas de narrar que mais lhes interessam. Posteriormente, serão introduzidos referenciais literários diversos – levados por eles próprios e pelas coordenadoras, de modo que ambos os materiais se tornem estrutura das improvisações e cenas narrativas.

Público alvo : Artistas, estudantes de Artes Cênicas, Letras, Pedagogia, Professores.

Semana Literária SESC PR 

Oficina: Iniciação à travessia do ator narrador

Ligia Borges e Roberta Stein (SP) 

14, 15 e 16 de setembro - 14h às 18h

Salão Social - SESC Londrina

Inscrições gratis - vagas limitadas

enviar carta de interesse e curriculo para: alexandresimioni@sescpr.com.br com assunto: OFICINA ATOR NARRADOR 

até dia  27 de agosto (quinta-feira)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Porto Alegre Em Cena 2010:

 

Vem ai mais um Porto Alegre Em Cena.Novamente nesta, como já aconteceu na edição anterior, o festival traz à cidade gaúcha a exposição “Video Portraits”, do multi-artista americano Robert Wilson.Além desta, que é uma das atrações mais esperadas do evento, a décima sétima edição do festival traz uma série de espetáculos nacionais e internacionais, além de atividades formativas:palestras, cursos e workshops com profissionais das artes cênicas de diversas partes do mundo.Segue a programação do festival como consta no site oficial do evento: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/poaemcena/ :

"O Porto Alegre em Cena chega a sua 17ª edição com a excelência que faz dele um dos maiores festivais de teatro do mundo.  Alguns dos mais incríveis encenadores e artistas estarão reunidos na cidade em setembro: Bob Wilson, com sua montagem de “Happy Days”, de Samuel Beckett e a magnífica exposição VIDEO PORTRAITS que já passou por todas as grandes capitais do mundo e agora, graças ao Porto Alegre em Cena e ao Santander Cultural, chega a Porto Alegre; o lituano Eimuntas Nekrosius apresentando, de Dostoievski, o célebre romance “O Idiota”; Ute Lemper cantando um repertório escolhido a dedo, em que figuram desde os clássicos do cabaret alemão até Nick Cave; Goran Bregovic e sua incrível orquestra num repertório báltico desbravador; “Antígonas”, uma montagem argentina estrelada pela grande Ingrid Pelicori; a cantora portuguesa Maria João e o pianista Mário Laginha, juntos, no lançamento de “Chocolate”; Enrique Diaz com a premiada “In on It”; os gaúchos Paulo José, e a sensível encenação de “Um navio no espaço ou Ana Cristina César”, e Gilberto Gavronski, com “Dona Otília e outras histórias”, de Vera Karam; Adriana Calcanhotto e Marcelo Jeneci, com “Partimpim Dois” e “Feito para acabar”; citando alguns exemplos internacionalmente conhecidos. O festival, que acontece entre 8 e 27 de setembro,  reúne ainda o melhor da produção local em um conjunto de dez espetáculos que concorrem ao já tradicional Prêmio Braskem Em Cena. A cerimônia de entrega dos prêmios deste ano traz a participação de um dos grandes espetáculos gaúchos na temporada 2009: “Cabarecht”, de Humberto Vieira.
Realizado pela Prefeitura de Porto Alegre, com a parceria das empresas Petrobras, Braskem e NET, que apresentam o festival, mais a Caixa, a Multiplan - BarraShoppingSul, a Cia Zaffari e a Eletrosul, que completam o time de patrocinadores e o Santander patrocinando a exposição, o Em Cena ganhou grandes proporções e muita credibilidade ao longo das dezesseis edições anteriores, tornando-se um dos principais eventos do gênero no Brasil. Projeta-se mundo afora graças à qualidade e à diversidade de sua programação. Japão, França, Lituânia, Portugal, Espanha, Suíça, Alemanha, Itália, Venezuela, Argentina e Uruguai são países que se fazem presente nos palcos gaúchos nesta edição. Amazonas, Ceará, Pernambuco, Tocantins, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná são os estados brasileiros representados com espetáculos este ano.   
Mais uma vez, o Projeto de Descentralização levará espetáculos a todas as regiões periféricas da cidade, como uma iniciativa consolidada na grade do festival, levando arte e cultura para essas comunidades. As atividades formativas também enriquecem e dão organicidade ao festival. São oficinas abertas ao público interessado, gratuitas, com renomados atores, diretores, professores, figurinistas, cenógrafos, iluminadores, enfim, todo o universo de pessoas ligadas às artes cênicas. O Ponto de encontro do festival, nesta edição, prioriza o encontro de artistas potencializando atividades e troca de idéias. O local escolhido para esta agradável atividade foi o recém aberto Café Bertoldo, da Casa de Teatro de Porto Alegre.
Confira a programação da 17º edição!

ESPETÁCULOS INTERNACIONAIS

2x3+1=7 - França
Alkohol, Goran Bregovic - França
Antigonas - Argentina
Cancionero rojo - Argentina
Cuestion de principios - Uruguai
Dr.Jekyll e Mr.Hyde - Espanha
EGO-tik - Espanha
Electra - Uruguai
Final de partida - Venezuela
Happy days - Itália
Lonesome cowboy - Suiça
Los caballos - Uruguai
Los padres terribles - Uruguai
Maria João e Mário Laginha – Portugal
Pedro Abrunhosa & Comitê Caviar- Portugal
Por tu padre - Argentina
Reflejos - Argentina
Reglas, usos y costumbres en la sociedad moderna – Espanha
Sissy! - França
Solo brumas - Argentina
Sonata de otoño – Uruguai
Surdomundo – Argentina / Brasil / Uruguai
Tobari (Sankay Juku) - Japão
Último tango em Berlim (Ute Lemper) - Alemanha
ESPETÁCULOS NACIONAIS
A Inquietude - RJ
A máquina de abraçar - SP
A megera domada - RS
A última miragem - SP
Anatomia frozen - SP
Araras e bananas - RJ
As Troianas – Vozes da Guerra - SP
Ato de comunhão - RJ
Babau ou a vida desembestada do homem que tentou engabelar a morte - PE
Carícias - PE
Carmem de La Zone, a lenda urbana - AM
Corte Seco - RJ
Dona Otília e outras histórias - RJ
Feito para acabar - SP
Hamelin - RJ
Hilda Hilst - O espírito da coisa - SP
In on it - RJ
Kabul - RJ
Na palma dos olhos - TO
Na solidão dos campos de algodão - RJ
Navalha na carne - SP
O ano do pensamento mágico - SP
O cantil - CE
O grande inquisidor - SP
Luiz Tatit – Sem destino
Partimpim dois (Adriana Calcanhotto) - RJ
Psicose 4h48 – PR
Rubros - MG
Torturas de um coração - RJ
Um navio no espaço ou Ana Cristina César - RJ

ESPETÁCULOS LOCAIS

A caravana da ilusão
As bufa
As sete caras da verdade
Cabarecht
*Dentro fora
*Dar carne à memória
*Elefantilt
Herlói, o herói
* Homem que não vive da glória do passado
*Milkshakespeare
*My house
*O Avarento
*O gordo e o magro vão para o céu
*Play Beckett
*Solos trágicos
*Espetáculos que concorrem ao 5º Prêmio Braskem em Cena
EXPOSIÇÃO
ROBERT WILSON
VIDEO PORTRAITS”

Vale lembrar que a venda de ingressos pode ser feita pela internet - através do mesmo site que acabo de citar – a partir do dia 29 de agosto, sendo que os valores dos ingressos são de R$20,00 (inteira), e R$10,00 (meia).

Quer ficar por dentro das datas e horários das apresentações ? Então baixe aqui a grade de programação (em formato de planilha do excel).

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

29ª Bienal de São Paulo: Arte e política

29ª Bienal de São Paulo
25 setembro - 12 dezembro 2010
A 29ª Bienal de São Paulo está ancorada na ideia de que é impossível separar a arte da política. Essa impossibilidade se expressa no fato de que a arte, por meios que lhes são próprios, é capaz de interromper as coordenadas sensoriais com que entendemos e habitamos o mundo, inserindo nele temas e atitudes que ali não cabiam e tornando-o, assim, diferente e mais largo.
A eleição desse princípio organizador do projeto curatorial se justifica por duas principais razões. Em primeiro lugar, por viver-se em um mundo de conflitos diversos, onde paradigmas de sociabilidade são o tempo inteiro questionados, e no qual a arte se afirma como meio privilegiado de apreensão e simultânea reinvenção da realidade. Em segundo lugar, por ter sido tão extenso esse movimento de aproximação entre arte e política nas duas últimas décadas, se faz necessário, novamente, destacar a singularidade da primeira em relação à segunda, por vezes confundidas ao ponto da indistinção.
É nesse sentido que o título dado à exposição, “Há sempre um copo de mar para um homem navegar"verso do poeta Jorge de Lima tomado emprestado de sua obra maior, Invenção de Orfeu (1952) –, sintetiza o que se busca com a próxima edição da Bienal de São Paulo: afirmar que a dimensão utópica da arte está contida nela mesma, e não no que está fora ou além dela. É nesse “copo de mar” – ou nesse infinito próximo que os artistas teimam em produzir – que, de fato, está a potência de seguir adiante, a despeito de tudo o mais; a potência de seguir adiante, como diz o poeta, “mesmo sem naus e sem rumos / mesmo sem vagas e areias”.
Por ser um espaço de reverberação desse compromisso em muitas de suas formas, a mostra vai pôr seus visitantes em contato com maneiras de pensar e habitar o mundo para além dos consensos que o organizam e que o tornam ainda lugar pequeno, onde nem tudo ou todos cabem. Vai pôr seus visitantes em contato com a política da arte.
A 29ª Bienal de São Paulo pretende ser, assim, simultaneamente, uma celebração do fazer artístico e uma afirmação de sua responsabilidade perante a vida; momento de desconcerto dos sentidos e, ao mesmo tempo, de geração de conhecimento que não se encontra em nenhuma outra parte. Pretende, por tudo isso, envolver o público na experiência sensível que a trama das obras expostas promove, e também na capacidade destas de refletir criticamente o mundo em que estão inscritas. Enfim, oferecer exemplos de como a arte tece, entranhada nela mesma, uma política.
Equipe Curatorial
Com curadoria de Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias, a 29ª Bienal de São Paulo conta, ainda, com um grupo de curadores convidados de procedências diversas, os quais contribuem para que o projeto tenha amplitude e densidade compatível com a vocação internacional que a instituição possui desde sua origem, são eles: Fernando Alvim (Angola), Rina Carvajal (Venezuela / Estados Unidos), Yuko Hasegawa (Japão), Sarat Maharaj (África do Sul / Reino Unido) e Chus Martinez (Espanha).
O Lugar e o Tempo da Mostra
A exposição contará com cerca de 160 artistas de diversas partes do mundo, sem tomar a origem territorial como valor de seleção. Nesse sentido, reafirma-se a abolição das chamadas representações nacionais, traço característico da Bienal de São Paulo até poucos anos, mas que não mais traduz a complexa rede de migrações e de trânsitos que marca a vida contemporânea. É importante para a 29ª Bienal de São Paulo, porém, enfatizar o lugar e o tempo a partir dos quais ela é organizada: desde o Brasil e desde um momento de rápida reorganização geopolítica do mundo.
Bienal Estendida
O projeto aqui anunciado não se esgota na apresentação de um conjunto articulado de obras, embora este seja, é evidente, seu núcleo e seu lugar de destaque. Tampouco se comprime apenas nas datas em que a exposição estará aberta. A 29ª Bienal de São Paulo se estenderá a várias outras partes, e começa desde agora. Por meio de seu programa educativo, de atividades discursivas, de residências artísticas e de seu website, ela se afigura como um projeto múltiplo que aposta na arte como forma de conhecer e mudar o mundo de uma maneira única.
Lista Oficial dos Artistas das 29ª Bienal de São Paulo
Calendário
20 de setembro de 2010
9 às 17h - Pré-abertura para imprensa
21 de setembro de 2010
9 às 17h - Imprensa
19h - Pré-abertura para convidados
22 a 24 de setembro de 2010
19h - Abertura para convidados
22 e 23 de setembro de 2010
Manhã e tarde - Professores (Programa Educativo)
25 de setembro de 2010
10h - Abertura ao público

12 de dezembro
de 2010
Encerramento
Horários de funcionamento
De 2ª a 4ª feira: das 9 às 19h.
5ª e 6ª feira: das 9 às 22h.
Sábado e domingo: das 9 às 19h.
Entrada gratuíta
Patrocínio:
contrapartidas_29_pt
Fonte: http://www.fbsp.org.br/29_bienal-pt.html Visitado em 9 de agosto de 2010.

domingo, 8 de agosto de 2010

Teatro pos dramatico e política

Aqui Lehmann trata do aspecto político do teatro pós-dramático.O texto vale ser lido não só por quem se interessa por política e ou teatro, mas também por aqueles que estudam seu predecessor,por comparação chamado de teatro "dramático".O autor remete a Artaud e Brecht para buscar nestes pontos de contato e influência no teatro contemporâneo.Decidi postar pela atualidade do tema,que torna-se ainda mais interessante nesses dias de eleições iminentes.

Fonte: LEHMANN,Hans-Thies.Teatro pós-dramático e Teatro político.in Revista Sala Preta, nº3,2003.São Paulo:USP,2003. Disponível em http://www.eca.usp.br/salapreta/PDF03/SP03_01.pdf visitado em 8 de agosto de 2010.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Politicamente incorreto:

*Infelizmente não achei nenhum trailer em português.
Políticos sempre figuraram como personagens centrais em célebres comédias.Poderíamos falar de Chaplin, que em pleno 1939 teve a coragem de satirizar Hitler em “O Grande Ditador”, ou então de “O inspetor geral”, magnífica comédia de Gogol cuja encenação de Meyerhold ainda é fonte de estudos contemporâneos.Mas hoje eu quero falar de um filme.
Trata-se de “Politicamente incorreto”.O roteiro – que foi na época indicado ao Oscar – conta a história do senador Jhon Bullworth (Warren Beaty), que em face de diversos problemas pessoais inter-relacionados, que vão do descrédito do eleitorado à crise no casamento, decide se matar.Mas ele o faz de uma maneira bem peculiar: assina uma milionária apólice de seguro de vida e determina como beneficiário o assassino de aluguel que contrata para fazer o serviço.
Com os dias contados, Bulworth decide escancarar todos os podres do sistema político: não obedece a discursos previamente elaborados por seus acessores, recusa em seus pronunciamentos a linguagem formal, se envolve com uma garota negra bem mais jovem (Keith Baly), não dá a mínima para a emprensa, enfim: torna-se politicamente incorreto de todas as formas possíveis.
O problema é que a atitude de Bulworth parece ter surpreendido o eleitorado e o senador de repente sobe nas pesquisas.O povo parece responder de maneira positiva à nova imagem do candidato.Agora é que são elas.Cancelar o negócio antes firmado com o assassino contratado ? Esqueçam essa hipótese, ela se mostra impossível.Claro que eu não revelarei aqui o fim da trama pra não estragar a surpresa.
O roteiro é realmente muito bom.Warren Beaty – que vocês talvez conheçam melhor como o Dicky Tracy do filme baseado nos quadrinhos – não só atuou como também produziu, roteirizou e dirigiu a obra, o que lhe vale mais pontos positivos em minha avaliação.Trata-se, não obstante, de uma comédia que pode bem ser assistida em família num domingo a tarde com muita pipoca, ou seja, se você é daqueles que ficam com um pé atrás só porque um dado filme é referenciado como “cult”, pode assistir a esse sem medo.
Sob o ponto de vista fotográfico, bem como sob aquele da dramaturgia visual em si, nada de impressionante, mas tudo de coerente, já que a organização do discurso visual entra em concordância com o todo, é um filme bem “sessão da tarde” eu diria.
Vale a pena assisti-lo sobretudo nos dias atuais quando estamos às voltas de mais uma eleição.Sugestão conclusiva: assistam a esse filme antes do dia primeiro de outubro.No mínimo ele convida à reflexão.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Entrevista com Antunes Filho

Entrevista concedida por Antunes Filho a Luiz Fernando Ramos para Revista Sala Preta, nº6,2006.Como disponível em http://www.eca.usp.br/salapreta/PDF06/SP06_012.pdf visitado em 2 de agosto de 2010.

domingo, 1 de agosto de 2010

Baudrillard: o fim do social ?

“Tal é a massa, um conjunto no vácuo de partículas individuais, de resíduos do social e de impulsos indiretos: opaca nebulosa cuja densidade crescente absorve todas as energias e os feixes luminosos circundantes, para finalmente desabar sob seu próprio peso”
“Exatamente o inverso, portanto, de uma acepção “sociológica”. A sociologia só pode descrever a expansão do social e suas peripécias. Ela vive apenas da hipótese positiva e definitiva do social. A assimilação, a implosão do social lhe escapam. A hipótese da morte do social é também a da sua própria morte”.
“A massa é sem atributo, sem predicado, sem qualidade, sem referência. Aí está sua definição, ou sua indefinição radical”.
“Massa sem palavra que existe para todos os porta-vozes sem história. Admirável conjunção dos que nada têm a dizer e das massas que não falam. Nada que contém todos os discursos. Nada de histeria nem de fascismo potencial, mas simulação por precipitação de todos os referenciais”.
“Caixa preta de todos os referenciais, de todos os sentidos que não admitiu, da história impossível, dos sistemas de representação inencontráveis, a massa é o que resta quando se esqueceu tudo do social” (grifo meu).
“As massas são o “espelho do social”? Não, elas não refletem o social, nem se refletem no social - é o espelho do social que nelas se despedaça”.

Citações extraídas de BAUDRILLARD,Jean.À sombra das maiorias silenciosas: o fim do social e o surgimento das massas.São Paulo:Brasiliense,1985.Trad.Suely Bastos.
Decidi postar estas frases com o objetivo de semear a reflexão.A perspectiva baudrillardiana não me parece muito otimista – ou seria uma visão, antes, realista ? Ocorre-me uma questão: é grande o número de pessoas que se interessem pelo tipo de leitura que aqui sugiro ?
*O vídeo bem serve como uma pequena introdução ao pensamento baudrillardiano.A princípio eu tinha titulado o presente post como "Baudrillard: a morte do social? ".A alteração para a palavra fim dá-se em nome de uma relação mais precisa com o título do livro citado, o que, acredito, consoa melhor com a ideia do autor.Baudrillard não declara o fim do "social", antes, sugere que este nunca existiu de fato: não passa de uma fantasia da política e da sociologia, que empenham-se na tentativa de encontrar uma definição para o que, na Baudrillard é indefinível e indiferente às tentativas de conceituação.A massa não é nem sujeito nem objeto, foge a qualquer significado.
É importante frisar: coloco-me, no parágrafo acima, como um intérprete não-acadêmico da obra, já que minha formação acadêmica - ainda em andamento - remonta à àrea das artes.Não obstante, não considero isso um entrave e espero que você, acadêmico ou não, também se interesse pela bibliografia aqui sugerida.



O que estás a ler meu caro Hamlet ?
Palavras, palavras, palavras, palavras …